domingo, 3 de dezembro de 2006
< xaveco > Olha, se você continuar esbarrando em mim, eu vou achar que é de propósito.. < /xaveco >
Tarde demais.
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
Me diz, o que tem nesse martini?
- As azeitonas rechadas com anchovas. Delícia, não?
Hm.
- Então me diz, qual o lance?
Que lance?
- Você aqui, tomando martinis num bar anos 50, Sinatra e Miles Davis no jukebox. Isso só acontece quando tem um lance.
Sei lá.. um trampo. Diferente. Não o que eu queria, mas é melhor do que nada.
- Garoto, eu lembro de uma história que eu ouvi no xadrez. Nem adianta perguntar de quem ou de onde porque chega uma hora onde tudo se mistura num bolo indigesto de lugares comuns e comida ruim. Mas a história é sobre esse cara que amava seu Camaro amarelo. Ano 56, macio, leve, o motor urrava como um animal selvagem, uma maravilha.
E o cara gastava cada centavo e todo tempo livre mantendo o carro nos trinques. Até que um dia, um pé d'agua caiu e derrubou a garagem em cima do carro. Tipo, de tão mal cuidada que ela estava. Tanto cuidado que ele teve com uma coisa, ele nunca se preocupou com a outra.
E esse é você.
Eu?
- Você e essa tua vida maluca, garoto. Teu futuro. Você é o carro, tua vida é a garagem. E eu te digo, aqui e agora... Começa a dar um trato na tua garagem, a gente nunca sabe quando o próximo pé d'agua pode cair.
Heh.
- Monossilábico de repente, garoto. Tu não é assim.
Hah. Só quando começam a jogar as verdades na minha cara.
- Tim-Tim.
Saúde.
- Hey Ramón! Desce mais dois aqui..
Ok. Relapso que sou, fiquei dias sem conferir isso aqui, então nem vi que as fotos estavam todas truncadas. Mentira. Eu vi, mas não mexi em nada, na preguiça de ter que arrumar os links.
Relapso e preguiçoso. Um partidão.
Anyway. Se as fotos continuarem off, eu aconselho mesmo a vocês irem conferir no album da UOL mesmo. É até mais prático, foi de lá que eu peguei elas, apesar das fotos que eu tirei terem ficado muito boas e quase em cima dos caras, uma vez que eu estava na grade. Mas UOL é UOL. Assim a gente poupa o tempo de todos.
Relapso, preguiçoso e um facilitador. Uma graça.
quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Eeeeyes, burning a way through me... Paralyse, controlling completely...
...Noooow there is a fire in me... A fire that buuuuuurns...
...This fire is out of control.. I'm going to burn this city.. Burn this city...
...This fire is out of control.. I'm going to burn it, I'll burn it..
I, I, I'll burn it down!
Legendas andam em alta hoje em dia. Até horário político tem.
Mas esse show, só quem foi sabe
o que foi. Não dá pra explicar, nem as legendas conseguem. É questão de feeling.
É num instante sentir teu corpo exausto, sentir as pernas latejando de cansaço, e em questão de
acordes, estar pronto pra mais horas de empurra-empurra e pula-pula. É estar desidratado e não arredar o pé da grade. É ter difículdade pra puxar o ar, mas ainda assim conseguir fazer pose pras câmeras das emissoras e sites.
É
This Boy,
Come On Home,
Auf Achse,
Dou You Want To?,
Tell Her Tonight,
Matinee,
L Wells,
Walk Away,
Can't Stop Feeling,
Take Me Out,
Fallen,
40',
Michael,
Jaqueline,
Heathen,
Outsiders e
This Fire numa sequência quase orgásmica, com um final apoteótico, com direito a destruição da bateria, mosh do teclado, banho de vinho e um Alex Kapranos pagando um "
tira a camisá" se desfazendo dos bens materiais em pleno palco.
É um show fodasso do Franz Ferdinand. Sem mais nem menos.
terça-feira, 13 de junho de 2006
Interna - Casa de Shows - Palco.
Jonas afina sua guitarra e ajeita o microfone, se preparando para o "bis" do show da sua banda. O público vibra enquanto o resto da banda toma seus lugares.
Jonas vai até Clara, a bateirista.
JONAS
Cla.. não vai embora depois do show não, eu preciso falar com você.
CLARA
Aconteceu alguma coisa, Jon?
JONAS (sorrindo)
Aconteceu! Eu me dei conta de uma coisa. Reparei que eu..
Patrick, o baixista, se aproxima e interrompe Jonas.
PATRICK
Vamos lá pessoal, é agora!
Jonas vai até o microfone, e a banda começa a tocar.
Após os primeiros acordes tocados, Jonas enxerga Dennis, ex-namorado de Clara, no camarote, carregando o que parecem ser flores. Jonas entra em choque e para de cantar a música após os primeiros versos, apesar de continuar tocando. A banda continua tocando também, esperando alguma reação de Jonas.
Jonas se aproxima do microfone.
JONAS
Eu.. Eu quero aproveitar.. Tem uma coisa.. tem uma coisa que eu quero falar aqui.
O resto da banda se entreolha, sem saber o que está acontecendo.
JONAS
Eu quero aproveitar agora, senão eu posso não ter outra chance...
Os holofotes focalizam Jonas.
JONAS
Uma coisa é a gente subir aqui e cantar uma música sobre amor. Rimas e versos melosos fáceis de decorar, isso é fácil. Mas falar de amor.. isso é outra coisa.
A platéia grita.
JONAS
A gente canta essas músicas empolgadas, falando sobre o amor perfeito e a garota ideal. Sobre como se idealiza alguém e como é difícil achar alguem que vale a pena por ai. Fala sem perceber que as vezes essa pessoa que você tanto procura está literalmente ali do teu lado, ali pra você sempre que você precisa dela. E por mais que ela se esforce, você está tão embotado naquela procura sem fim.. que você não consegue ver...
Jonas se vira para Clara, ficando de costas para o público.
JONAS
..Não consegue ver e acaba perdendo a chance da sua vida.
A platéia vibra.
JONAS
Daí, muitas vezes quando você se dá conta, já é tarde demais. E aquele "eu te amo" fica preso na tua garganta pra sempre.
Clara é pega de surpresa e para de tocar. Patrick e Brian, o seguindo guitarrista, compensam alternando solos de seus instrumentos. Jonas larga a guitarra e puxa o microfone.
JONAS
Todo mundo fala sobre como o baterista é o coração da banda. Mas você Clara, é a baterista do meu coração.
Clara se levanta, larga as baquetas no chão, vai até Jonas e o beija.
Patrick e Brian levam a música a um crescendo. A platéia vibra como nunca antes.
sexta-feira, 28 de abril de 2006
Externa noturna - Porta de um bar badalado. Plano geral.
Encontro às escuras.
Jairo, 22 anos, olhos e cabelos castanhos com uma barba levemente raspada, camisa aberta meio aberta deixando os (parcos) pelos do peito a mostra, está à porta do bar, a espera de Emanuele, 27 anos, alta, branquela de cabelos escuros e curtos, pseudo-intelectual e pseudo-esnobe.
Ele olha no relógio, meio aflito olhando de um lado a outro, procurando aquela mulher de quem seu amigo falou tão bem e deu certeza de que combinaria exatamente com ele, mascando o que parece ser um palito de dente. O que é um mistério, uma vez que ele ainda está saindo pra jantar.
Emanuele passa na porta e procura, procura e procura...
Opa! Tudo bom? Como é que estás nesta noite linda? Eu sou o Jairo, prazer, estou aqui pra te conhecer...
- Credo! Que é isso, meu deus!
Calma meu amor, eu sou o Jairo, você é a Emanuele, isso aqui é um encontro as cegas! Tô certo ou tô errado?
- Ai meu pai. Você é meu encontro? Então.. na verdade vim pra dizer que não vou poder ficar.. to tão ocupada..
Ah peralá, me da uma chance benzinho. Vem cá, eu vou te levar pra comer um dogão ali na esquina que tu vai se amarrar.
- Affe.. por que eu deveria te dar uma chance?
Emanuelle repara no brilho da chave do carro, emanando do bolso de Jairo quase como uma segunda fivela do cinto.
- Hmm.. Olha, pode até ser. Mas antes eu quero fazer três perguntas..
Até seis, benzinho... Mas já adianto: 1-solteiro, 2-solteiro e 3-solteiro.
- Ai meu pai! Vamos lá.. Qual a música que você curte, que bairro você mora e qual carro você tem?
Olha que interrogatório assim termina em casamento, hein meu bem..hahaha...
Risadas histéricas por parte de Jairo. Exclusiva e unicamente por parte de Jairo.
..ahaaa..hmm.. quer dizer.. Pra começar, a música dessa minha humilde vida vem a ser "Dá, medá, medá" do Daniel..o maior cantor/poeta brasileiro. Moro na minha saudosa Vila Ré, com orgulho e dignidade e dirijo meu fusqueta 86 bala. Dirijo não, piloto!!
- Okay.. Deu! Abraço amigo! Daniel é brega, Vila Ré é brega e fusqueta Deus-me-livre-guarde! Tchau!
Fim.
Esse foi um exercício em dupla passado na última aula de Roteiro Cinematográfico que eu estou fazendo, de penetra, na USP. Sim, eu vou até lá na caruda, assisto, opino, participo e ainda contribuo com pérolas da escrita como essa. O exercício consistia em pegar dentre uma série de personagens criados ali na hora e elaborar, em 10 minutos, um diálogo consistente que não ficasse preso naquele pingue-pongue de "eu falo e você responde". Cada um com seu personagem, elaborando falas ali na hora, sem discussão de contexto nem nada. Encarna o personagem e vai, se vira nos 30.
Pior. Junto com a minha companheira de dupla, a gente não só criou como teve de interpretar o diálogo. Eu mereci o Oscar, encarnando o malandrão e tomando toco.
Eu adoro essas aulas.
domingo, 23 de abril de 2006
..E eu também quero ser astronauta.
Egotrip descontrol.
segunda-feira, 17 de abril de 2006
2006, um ano de novos projetos.
Ano passado, eu fiquei sabendo da existência do seriado Veronica Mars escrito e dirigido pelo Rob Thomas. Sim, a série é fenomenal, o melhor roteiro que eu vejo na teve desde Buffy. Mas não foi isso que me chamou mais a atenção, mas sim o tal do diretor. Quem manja sabe que Rob Thomas é o nome do vocalista do Matchbox '20 - uma bandinha muito da bacaninha, maior legal - que inclusive, tem uma música gravada com o Santana. E quando eu liguei os pontos, isso tudo me derrubou da cadeira.
Imagina. O cara não contente em ser vocalista numa banda maior legal, ser o sonho de muitas garotinhas fãzocas pelo mundo, lançar uma mezzo-bem-sucedida carreira solo e fazer parceria com O guitarrista mais fabuloso e mudo das últimas gerações, ainda quer ser diretor, escritor, produtor, faz-tudo e mocinha do café de uma série fodassa aclamada pela mídia e por mim.
Sim, o cara não dorme, come ou come a uns sete anos, mas fora isso, ele é o cara! Impressionou e motivou a minha cabecinha influenciável a fazer o mesmo. Oras, eu também quero ter fãzocas atiradas pelo mundo, ser a voz nas músicas que todo mundo ouve quando está na fossa, escrever e pilotar uma novel... série de tv.
Meio caminho andado eu já tenho. Sou escapista, publicitário e ficcionauta formado, tenho feito aulas de cinema na USP, já escrevi (muito) pra sites na net (tá, todos fecharam. Acreditem na minha palavra.), e dependendo do feedback que eu tinha e que eu tenho por aqui, o sucesso nessa área é só uma questão de tempo.
Tá. Falta a outra parte. Só que ai complica porque até ai, eu não toco nada. Última vez que eu chequei, eu era um terror até no pandeirinho meia-lua. Fiz o Jet se revirar no caixão com minha intro de "Are You Gonna Be My Girl".
Não que isso signifique muita coisa, os caras do Franz Ferdinand já declararam que até 1999, ninguém na banda sabia tocar.. nada, nem pandeirinho. E na boa, não que hoje os caras sejam os fodões, mas eu me contento fácil em ser um Ferdinand da vida.
Logo.. a necessidade é a mãe da providência, e pra resolver essa falta eu estou fazendo aulas de violão e guitarra. Aulas auto-didáticas diárias com o violão e a guitarra do meu pai, que já foi um beatlemaníaco cover nos seus tempos e tocava na fanfarra da escola usando um óculos Buddy Holly-style só pra fazer graça. Quer dizer, isso quando não estava jogando basquete profissional pelo Palmeiras.
É. Acho que o sucesso multi-pluri-funcional corre nos meus genes, não tem como escapar..
Depois disso eu vou arranjar um contra-baixo pra aprender também e deixar Sir Paul McCartney orgulhoso, e sim, claro.. treinamento intensivo com um pandeirinho. (Pra quem tiver tiver coragem de dizer "autodidata? Ah Oz, paga um curso".. eu só falo que pagar pra ser obrigado a tocar Stairway to Heaven.. NEVER!!!)
Assim, eu esperaria ver meu nome em tudo quanto é lugar ano que vem. Modéstia a parte, o que vai ter de moleque se apelidando de Oz por minha causa não vai ser brincadeira.
Ah, esqueci de mencionar.. semanas depois de ficar abismadamente motivado, eu descobri que o Rob Thomas da Veronica, não é o mesmo Rob Thomas do Matchbox. Não. Eles são homônimos.
Claro que isso não significa que meus planos são impossíveis, só significa que eu vou ser o primeiro.
quinta-feira, 16 de março de 2006
Power Rangers pra mim é uma daquelas coisas que a gente odeia admitir que gosta. Não tem jeito, o tempo passa, o tempo voa, e - Ainda mais agora que eu "ganhei" o canal Jetix - simplesmente não consigo passar pelo canal, ver isso passando e não assistir. Mas na boa, mesmo com toda a nostalgia, esse Power Rangers: Força Animal que tá passando é muito, mas muito ruim.
Pior mesmo, só se fosse novela e se chamasse Bang Bang.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
Eu tenho uma pilha de roupa suja na lavanderia que se parece com o Keith Richards.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
E então, na última sexta feira, eu assisti o filme Brokeback Mountain. No Belas Artes, clima de evento, tinham até reporteres entrevistando o pessoal na fila.
Avaliação engraçadinha:
Ok. Eu definitivamente não posso ver um filme desses acompanhado. É extremamente difícil segurar a tonelada de comentários impróprios e piadas que invariavelmente vão rolar solto no meio do filme. Dai a culpa é sua se a pessoa do teu lado não consegue segurar o riso, ou se o possível e provável gay na cadeira da frente, fica virando pra trás, te olhando com um olhar reprovador de "hetero insensível!". Esse é um daqueles filmes próprios e ideais pra se assistir com os amigos, mas em dvd.
Nele, algumas verdades finalmente vem a tona, como:
- Mulher gosta mesmo é de viado. Sem brincadeira. Não tem HUMA mulher no filme todo que não se entrega - e quando eu falo se entrega, eu quero dizer
se entrega - assim que bate os olhos em um dos protagonistas por mais de 5 segundos. Ou isso, ou as mulheres nesse filme tem séria aderência a jeans e chapeu de caubói.
- Nos anos 60, todo mundo fumava. Pra valer. Os caras praticamente inventaram o câncer de pulmão naquela época.
- O segredo pra se formar e manter uma família
convencional perfeita, com mulher, filhos, um sogrão pé-no-saco mas cheio da grana, emprego garantido e destaque na comunidade, é ser muito gay.
- Preliminar homossexual envolve soco na cara. Por que se não rolar soco na cara, não rola sangue, e daí não rola motivo pros caras chegarem juntos naquela desculpa do "
poutz, desculpa, não era pra machucar".
Avaliação séria:
Sem entregar a história aqui, eu gostei muito do filme. Muito mesmo. Independente de toda a polêmica que tá girando em torno do fato de puxar uma abordagem homossexual, independente de ser um "clássico gay", como estão falando. É uma história que te cativa pelo drama que todo mundo vive no filme, não só o Jack e o Enis, os protagonistas, mas as esposas, filhos e famílias de cada um, qdo são colocados numa situação que eles não podem controlar.
Hj em dia eu imagino que a situação seja diferente, que exista uma liberdade maior de expressão própria. Mas ver a barra que era na epoca você não poder nem se assumir nem se aceitar do jeito que você é, e não conseguir mover tua vida pra frente por causa disso... Affe, é muito triste.
Sem a menor dúvida, vale a pena cada um dos Oscars que ele foi indicado.
Indieotas.
- Gostou, gostou do meu all star novo?
Isso não é um all star, é um conga muito do fuleiro, cheio de estrelas pintadas a mão com uma caneta piloto mais fuleira ainda.
- então.
¬¬
- Oz, é a Mari, preciso que você me mande um currículo teu e uma redação..
Uma redação? Qual o tema?
- hmm.. "O inferno são os outros"
Certo..
- Acha que consegue escrever alguma coisa e me mandar, tipo, urgente?
Hmm..
"O inferno são os outros"
O Word acusa um erro, mas Jean-Paul Sartre se fez entender bem quando disse essa frase, e ela não podia ser mais verdadeira. É incrível e indiscutível a capacidade que a nossa vida tem de se tornar um inferno toda vez que deixamos que outros interfiram nela, com ou sem intenção.
Sim, com ou sem intenção, pessoas podem ser muito intrusivas. É um comentário infeliz logo pela manhã que nos deixa coçando a cabeça pro resto do dia, um piti exagerado, uma cobrança desnecessária, não importa a intensidade e não importa a circunstância. Os "outros" estão sempre ali, ocupando o espaço das conspirações malignamente arquitetadas para acabar com os nossos dias, quase que saídos de um seriado de TV, onde não importa o quanto o mocinho se esforce, semana que vem o perigo imprevisível vai achar uma nova forma de voltar a importunar.
Mas como evitar esse mal inevitável? Ainda mais em um ambiente profissional, onde é simplesmente impossível viver sem a interferência de outros. Lemos e freqüentamos cursos de desenvolvimento pessoal e profissional. Tentamos e aturamos comportamentos no mínimo excêntricos, para não dizer insuportáveis. Fazemos de tudo para agüentarmos os embates, as pressões, as angústias que vivemos em nosso ambiente de trabalho. Sem falar nas sabotagens e puxadas de tapete.
Tudo isso sendo motivado por um dos sentimentos mais humanos, o medo. Em todas as empresas, especialmente nas grandes, os que estão em cima têm medo de que você queira o lugar deles, enquanto os debaixo querem evoluir e conquistar o seu lugar ao sol. É complicado viver dentro dessa panela de pressão.
Mas não impossível. Satre foi um dos maiores existencialistas do século XX, e acreditava que os indivíduos na sociedade deveriam assumir responsabilidades por seus atos em lugar de gastar tempo culpando a sociedade ou até Deus por seus problemas. Ele acreditava que em qualquer situação ou ambiente, a dignidade, o heroísmo e até mesmo a felicidade eram sentimentos que poderiam ser encontrados em cada um de nós.
Dessa forma, ele oferece uma resposta e solução para sua própria frase. Sim, talvez o inferno seja os outros. Mas isso não tira de nossas mãos a possibilidade de ponderar os próprios deveres e direitos, e tornar esse inferno um lugar mais refrescante para se viver. Ou pelo menos, não tão quente.
Serve?
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Já tem um tempo que eu descobri que meu período criativo do dia, é a noite. Junta isso ao fato de que eu não preciso mais acordar tãão cedo de segunda e é só unir o útil ao agradável. Dá pra fazer uma penca de coisas produtivas num domingo a noite - como ontem - assistindo o MTV lab, por exemplo. Tem tempo que eu não assistia um clip ou outro na MTV..
- Um dos meus sonhos nessa vida é ser vocalista de uma banda de rock indie-pop-cult, que nem os Los Hermanos, fazer clip que nem Todo Carnaval Tem Seu Fim, só pra emular o Weezer e outras bandas indie-pop-cult tão bem como eles.
Os caras são meus ídolos. Ser cover e famoso hoje em dia não é pra qualquer um.
- Como que alguém tão delicinha que nem a Fiona Apple conseguia ser tão problemática?
- By the way, Jumbo Elektro é SENSACIONAL! Freak Cat é o retrato da música do novo milênio. Japonês falando francês com legenda em chinês, emendado com um inglês totalmente embromation de cabo a rabo e o Dr. Gori, ex-super-vilão do Spectreman fazendo ponta no clipe. Demais!! Quase um Beck tupiniquim.
- Mesmo agarrada com um capiau, cuidando de galinhas, lavando roupa no tanque com um lenço na cabeça, passando café no coador de meia, botando um galho descarado no marido e até mesmo com a Elza Soares cantando de fundo, a Fernanda Lima continua sendo o m² mais lindo do planeta.
- Esquece o que eu disse sobre os Los Hermanos, eu quero é ser cover do Jamiroquai. Só pra fazer uns clipes esnobes que nem os deles, com helicópteros pousando na minha propriedade só pra trazer o ketchup, só pra dirigir Aston Martins, usar um chapéu de Napoleão e jogar polo aquático com meus outros amigos ricos excêntricos vestidos de panda. Affe.. é por isso que eu não fiz sucesso no ramo ainda.. eu não consigo me decidir de quem eu quero ser cover.
Bom, isso e o fato de que eu não toco nem campainha, claro.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Plantão Noveleiro:
E o Tom Hanks finalmente pagou os pecados que ele estava devendo desde Mulheres Apaixonadas, quando descia a raquetada na Raquel.
Agora em JK ele acabou de levar um sarrafo do pai por não querer pegar a própria mulher.
Que fim de carreira, hein amigão!?
Poisé, mais uma vez foi provado que o crime a raquetadas, não compensa.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
Olha, eu tenho que te falar que fiquei com maior peso na consciência hoje.
- Ah é? Porque?
Aquilo que eu ia te falar no sábado.. aliás, eu ia te falar isso hoje quando você perguntou, mas..
- Agora fala..
O que rolou foi que sabado eu tava crente q ia chegar em você lá na sua casa. Tava tudo perfeito, eu tava muito afim, mas dai rolou aquela balada miada, teu irmão apareceu, tua amiga me agarrando, mal deu pra gente trocar ideia direito..
- Ah, vc não pode me culpar, dessa vez a culpa não foi minha..
Poisé, eu sei! Por isso q nem falei nada.
- Mas me explica uma coisa então... Porque você não chegou em mim hoje?
Sinceridade?
- Claro..
Eu tava com MUUUUUUUUUUITA vontade de ir no banheiro...
- Hahahahahahaha
..(Aposto q vc nunca ouviu uma desculpa dessas antes na vida)..
- Hahahaha.. Nunca... Ganhou ponto pela criatividade!
..e eu não sei te dizer o porque.. O dia todo foi assim.. eu preciso parar de tomar tanto refrigerante, acho.. já te contei que tive até pedra no rim por isso, né?
- Hahaha.. fui adiada por causa de Coca-Cola... ninguem merece! hehehe
Afterwards
- Olha! a pessoa que troca papos no jardim da faculdade com as menininhas...
Hahahah!!!
- Você viu quando eu passei por lá?
Não! Você me chamou?
- Sai cantando "Namoro de portão! la la la la ..." serve?
Hahahahaha! Não ouvi!! q horas foi isso?
- Ah! sei lá... umas 9 e pouco. que horas vc voltou?
22h
- Hum... eu já estava em casa esse horário.. que feio, até tarde seu Oz! Isso é hora de menininho estar na caminha!
Hahaha...que gay.
- Foi a menssagem mais gay q mandei até hoje, mas vamos ao que interessa: pegou?
Gah! Não.
- Hahahahahah..Affe! Como? VOCÊ não pegou?
Dei uma pala mto grande..
- Me explica, please..
O clima estava perfeito, eu e ela ali sozinhos, tudo pedindo pra rolar a séculos. Ela nem estava mais chateada pela amiga dela ter me agarrado sábado passado.. dai hoje, não deu pra aproveitar, eu fiquei com o pé atras..
- Mas porque??
Porque eu tava afim de ir no banheiro.
- Hahahahahahahaha!
hahahahahahaahah...o pior é q é verdade!!
- Você é genial! tem que ser roteirista de comédia romantica!
Em breve..
- Você precisa... PRECISA colocar isso no blog. por favor.
De nada, André.
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
A-gradeça as coisas boas
In-tenda as coisas ruins
A-gradeça as coisas boas
In-tenda as coisas ruins
Roubaram o seu automóvel.. Mal!
Agora você vai ter que andar.. Bom!
Roubaram a sua bicicreta.. Mal!
Pelo menos ninguém vai te atropelar.. Bom!
Eu quero cinco carros para andar só com um
Eu quero um Macintosh para rodar um CD Rum
Eu quero mortadela pala colocar no pão
Eu quero salaminho fatiado com limão
Eu quero um iate bem comprido lá no mar
Eu quero uma casa com piscina
Eu quero uma maloca bem bonita na favela
Eu quero namorar a Garota da Jardineira.
quinta-feira, 13 de outubro de 2005
Hã... Além do show do Weezer, eu acabei sendo arrastado prum show da Tati Quebra Barraco...
E eu até faria uma lista descrevendo como foi o show da moça, com hits como Boladona, Dako É Bom e Chupa Chupa Com Carinho, se eu não estivesse ocupado demais tentando ARRANCAR essas lembranças da cabeça...
...mas garanto que involvem uma filial do inferno, o capeta de saia e sem calcinha, rodinas de porrada progressivas e avançadas, pãspãrãpãpã, e uma pseudo paternidade que eu não pretendo assumir.
É joinha.
quarta-feira, 12 de outubro de 2005
quarta-feira, 5 de outubro de 2005
O show da minha vida
Road Trip
Sabadão, 8h da manhã... O onibus Cometa esperando na porta da faculdade santana. Eu juro que não conhecia ninguem ali e não era pra ninguem me conhecer.. até então eu não sabia onde estava a maior graça dessa viagem, em ver o Weezer tocar ao vivo no Curitiba Rock Festival, ou na própria viagem em si.. Ir, sozinho, mochila nas costas, uma câmera na mão e um desodorante na mala. Aventura total.
Claro que isso não me impediu de fazer amizade com a galera que já se acumulava na porta da faculdade ao lado do busão, muito pelo contrário.. Se tinha alguma coisa que reuniu a gente ali, foi um gosto em comum, e se eu bato papo até com
pedra, imagina se eu não ia fazer amizade com uma turba de indiezinhos fãs de Weezer..
Aqui entra uma questão bacana. Indies são uma facção interessante da sociedade.. Eles são estranhos por categoria, anti-sociais por qualidade e isolados por competência. Mas uma vez que vc quebra o escudo, os caras são a melhor compania que se pode ter.. porque eles são
exóticos!
Eu já convivo com gente comum 24h por dia.. chega uma hora que vc
precisa ouvir uma história surreal sobre como o cara bebado pulou da janela do banheiro do busão, em movimento, e saiu correndo atras do próprio, berrando pra ele parar.. ou sobre como o outro camarada tingiu o banco do último busão que pegou após pintar o cabelo com um spray
rosa.
A viagem de ida foi uma comédia. A grande maioria de perdidos, como eu, que estavam indo de gaiatos.. uns sem dinheiro no bolso, outros sem a câmera na mão (sem nem mencionar o desodorante).. mas todos dispostos a ver o show. Nós fomos a festa do busão. As gatinhas das organizadoras do passeio também fizeram a viagem de SETE HORAS ser beeeem mais agradável.
Antes de falar do almoço, eu sou
obrigado a falar do banheiro do busão. Não, porque um banheiro com a "torneira" da pia no chão, um espelho de motel no teto, e onde você tem que calcular a
tangente pra mijar, não merece ser esquecido.. Aquele banheiro salvou minha vida umas 3 vezes durante a viagem, e eu agradeço muito ao meu professor Luizão de Desenho Geométrico, por ter me ensinado o suficiente pra mim não molhar as calças no meio do cálculo (se bem que um pingo sempre escapa quando você se confunde o
isóceles...tsc tsc.)
Itanhanhem sem praia
O almoço resolveu sair logo depois que chegamos em Curitiba e um pretenso "guia" resolveu subir a bordo do Cometão e levar todos pruma churrascaria "
5 estrelas e 1 asterístico" na beira de estrada.
Assim, sem querer ser mal agradecido e talz, mas nenhum lugar chamado "
O Espetão" vai ser 5 estrelas, e muito menos ter algum aster
isco. O lugar era trash. Tão trash que o garçom podia ser cover do Sidney Magal ou do Bozo que não faria diferença.
A picanha mugia, a costela era um bolinho de gordura e o cupim a coisa mais
trava-veia, transformadora de sangue em gel, que eu ja tive a pachorra de provar na vida..
E outra, quem.. QUEM MEU DEUS, me resolve fazer a festa de casamento num sábado de manhã, numa churrascaria de beira de estrada de cidadezinha assombrada, chamada "O Espetão"??? Eu devia ter tirado uma foto com a noiva, só pra não passar batido, porque eu posso contar nos dedos as pessoas que realmente vão acreditar nisso.
Almoçados, comidos e já em um conturbado processo de digestão, lá fomos nós para o Curitiba Muisc Hall, após um breve tour pelo labirinto que é a periferia de Curitiba. Tal era o naipe do guia, que tivemos de parar no caminho pra perguntar informações sobre o lugar e teve gente que preferiu sair na janela e perguntar pros pedestres onde a gente realmente estava, porque rolava um boato de que tinhamos sido levados pra
Itanhanhém.
Juro. "Cidade Modelo" o catzo. Eu fiquei meio decepcionado em não ter visto o prédio que gira, os carros flutuantes ou o Palácio de Cristal (que depois eu descobri que se chama "Jardim Botânico"..). Assim, tá certo que até São Paulo tem sua Diadema, mas eu não esperava ver uma caçamba de lixo NA PORTA do Curitiba Music Hall.
Passado o choque, fomos todos pro shopping da região, passar o tempo até o show começar. Descobriu-se que não tinha muito a se fazer naquele shopping, além de bater um
inédito Marvel Super-Heroes no flipper (E sim, e eu zerei o jogo em curitiba, só pra não perder o costume.), onde deu pra conhecer o pessoal um pouco mais antes de cair direto no show.
Marcando território
Na porta do Music Hall, depois de toda antecipação, finalmente conhecemos onde ia ser o show. Sinceramente, não cheguei a conhecer a tal da Pedreira, mas o anfiteatro do Music Hall foi o lugar
perfeito!
Pequeno sem ser apertado, uma boa acústica, três andares que ficavam na boca do palco, e o melhor de tudo.. coberto. Porq se aquela chuvinha tosca de Curitiba já era um atestado de pneumonia generalizada para todos que se metessem a besta de passar a noite lá fora, imagina enfrentar todo o show até
sabe-se-lá-quando debaixo d'agua..
Enquanto tocavam todas as outras bandinhas que eu nem sabia o nome a nossa galera aproveitou pra tirar mais fotos.
Olha, se tem uma coisa que eu não esperava, era que o pessoal ficasse tão unido tão rápido, afinal eramos um monte de desconhecidos criando laços de amizade, tirando fotos pra marcar território naquele evento. Gostaria de poder falar que isso é uma coisa comum, que em todo lugar se faz amizade fácil assim, e embora não seja mentira.. eu culpo esse comportamento no Weezer.
Estar ali, sabendo que em instantes a sua banda preferida ia se apresentar ao vivo, no seu país, na sua frente.. cria uma excitação difícil de controlar. É contagiante!!
Encontrei a Grazi por lá também. Ou melhor, ela me encontrou. Me encontrou e me arrastou pros puffs, me apresentou pras amigas e nessas a gente ficou batendo papo durante um tempão. Até uma ruiva de POÁ com um sotaque delicioso de gaúcha, resolveu colar ali no puff, conversar sobre política e desarmamento e maluf e índios e a sua introdução na nossa cultura. Papo politizado. Você encontra literalmente de tudo nesses lugares.
Tensão pré-show
Quando dei por mim, a penúltima banda já estava se apresentando.. Agora era preciso aproveitar o último contra-fluxo antes do show e cair na pista.
Na porta do anfiteatro do Music Hall, nos dividimos pra pegarmos ângulos diferentes do show com nossas potentes câmeras digitais armadas em mãos. Desejamos um ótimo show uns aos outros como se estivessemos indo pra guerra, e lá fomos nós.
Eu, incumbido de abrir caminho entre a turba indie, fui na frente, me desvincilhando de cotoveladas e pisões no pé e de caras feias, levando 3 amigos: Lúcio, Vini e Michele na minha cola. Eu não tinha dúvidas de onde queria estar.. eu queria ir pra grade, sentir a banda de perto, ali na minha frente.
A Michele foi a primeira a desistir. Ela era baixinha, e aquele aperta-aperta inconfortável fez com que ela desistisse de ficar por ali.. eu ofereci meu ombro solicito pra ela se apoiar, e ela até tentou me convencer a subir com ela pro segundo andar pra que ela não ficasse lá, desamparada e sozinha.. mas não teve jeito.. to pra ver a garota (por mais ruivinha e meiguinha que seja) que vai me tirar da grade dum show do Weezer.
A banda terminou, e a emoção aumentou. Mal sabíamos que por ai ainda vinham mais uns longos
quarenta e cinco minutos de árdua espera, em pé, no aperta aperta, enquanto o staff do Weezer trocavam os instrumentos e acertavam tudo pro começo do show.
A galera estava ficando cada vez mais impaciente.. pra cada vez que alguém aparecia pra trocar um cabo, ou colocar uma guitarra a mais, ou ajeitar o microfone, a galera delirava. Era a expectativa de que a qualquer segundo, o Rivers Cuomo pudesse saltar de tras das caixas de som ou de que o Brian Bell fosse atravessar o palco pra pegar uma garrafinha d'agua. O que obviamente
não aconteceu, e a galera começou a ficar frustrada.
A vaia geral parecia ter funcionado, os staffers apertaram o passo e quando menos se percebeu, as luzes estavam todas apagadas.
Era agora. Tanto tempo de espera, excitação finalmente chegou ao fim. E chegou sublime, sem nenhuma firula.. As luzes se acenderam, e calmamente, Rivers, Pat, Scott e Brian entraram no palco, pegaram seus devidos instrumentos, quase como se não fizessem ideia de que iam se encontrar com aquela massa insandecida de fãs que gritavam, batiam palmas, gritavam, tiravam fotos e gritavam mais um pouco.
Sublime
E eles fizeram o show.
Não foi qualquer show, foi
O show. Tudo estava perfeito, o cansaço bem como o aperta-aperta já não incomodavam mais, o som estava perfeito, o calor havia passado. Esse era um daqueles momentos onde todo o resto desaparece e nada mais importa.
Eles começaram logo com
My Name Is Jonas, o que já fez a galera ir a loucura e cantar junto a plenos pulmões. Emendaram com
Beverly Hills, com direito ao
gimmie gimmie do Scott, Brian cantou
Why Botter, e o Rivers fez uma pequena introdução, perguntando se a galera gostava de Foo Fighters antes de tocar
Big Me.. um cover já esperado, e que só comprovou que os caras não tinham a
menor ideia do que esperar dos fãs no Brsail.
Logo depois vieram
Perfect Situation, com o Scott fazendo um
backing no final, a clássica
Buddy Holly que fez a galera pular mais alto do que já estava.
O Scott cantou também
In The Garage, e nesse momento um
metaleiro-emo colou do meu lado e dava pra ver CLARAMENTE o marmanjão cantando e chorando com a música. Momento antológico. Pena que nessa altura do campeonato, a bateria da minha câmera já tinha se esgotado.. o que de certa forma foi até bom, porque com aquele empurra empurra, eu já estava achando que ia voltar órfão de câmera pra casa.
Depois, Pat assumiu os vocais e a guitarra pra tocar
Photograph, enquanto Rivers foi pra bateria. E não é que no meio da música, todo mundo foi pra bateria?! ficou só o Pat ali no meio, enquanto Rivers, Scott e Brian desciam o cacete na batera.
El Scorcho veio logo depois, com Rivers novamente. E foi essa a música escolhida pra terminar o show.
CLARO que eu sabia que ia rolar um bis. Nem me preocupei em sair do lugar, como muita gente fez, o que foi
ótimo já que deu pra colar na grade, bem mais pertinho do palco.
Dai um canhão de luz acende no balcão no segundo andar. Hip hip. Era o Rivers, de violão na mão, puxando um
Island On The Sun. Hip hip. Minha música favorita do Weezer. Acústico. A galera cantou em coro sem erra um hip que fosse. Perfeito.
Dai foi a vez do resto da banda aparecer no palco, chamando algum sortudo que soubesse tocar
Undone - a música da blusa de lã pra subir no palco e tocar com eles. Nesse instante,
oitocentas mil pessoas sabiam, não só tocar violão, como tocar a bendita música.. Juro que até eu, que não toco nem
campainha, estava me esganiçando pra subir ali.
Um carinha subiu e começou o solinho da música. O Rivers entrou correndo, arrancando uivos da galera, e cantou. E o carinha errou a música inteira, se embananou do começo ao fim e dava pra ver a poça de suor pingando quando o Rivers colocou a mão no ombro dele enquanto via ele (tentar) tocar, mas mesmo assim, foi o cara que eu mais invejei nessa vida. Só por estar ali, ele já tinha ganho o dia. Subir e tocar com o Weezer já é o suficiente pra vc ganhar a vida toda.
Ainda depois, eles tocaram
Hash Pipe, que deu começo pra uma rodinha light de mosh do meu lado, e terminaram com
Surf Wax America.
Eles agradeceram a todos, acenaram e se foram, tão sublimes quanto entraram.
Eu vou ser sincero e dizer que tive vários receios quanto a esse show. Achei que o lugar fosse ser ruim, que não fosse conseguir ver os caras de perto, que o show não estivesse a altura da expectativa, que os caras não estivessem inspirados, que o Rivers estivesse deprê como de costume ou chapado demais, mas eu sabia que sejá lá como fosse, ia ser único. E foi. Foi mágico. Derrubou todos esses receios, foi maior e melhor do que tudo que eu esperava.
E, apesar de não ser o maior frequentador de shows, eu posso dizer que foi o melhor show da minha vida, dos que eu já vi e provavelmente dos muitos que eu ainda vou ver..
..Mas quem sabe em breve, quando o Weezer vier pra São Paulo, eu não mudo de ideia.